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Friburguense empata com o Boa Vista por 1 x 1.
Fri sai na frente, cede empate e tem que vencer domingo o Duque de Caxias em Nova Friburgo
O Friburguense esteve em Bacaxá no último domingo, 16, e empatou com o Boavista em 1 x 1, somando mais um ponto na tabela de classificação do campeonato. O Fri perdeu grande chance de se desgarrar de vez do grupo intermediário da tabela e se manter encostado nos líderes Vasco e Botafogo. Com o empate de 1 a 1 com o Boavista, o tricolor serrano agora soma sete pontos e está em terceiro lugar no grupo B, à frente do Madureira, adversário direto na luta pela classificação para a Copa do Brasil do ano que vem.
Mais organizado e cauteloso, o Frizão se adaptou melhor às condições ruins do gramado, que sofreu com as chuvas da última semana, e controlou o jogo. Com muito toque de bola e inteligência, o time do técnico Cleimar Rocha aproveitou o nervosismo da equipe da casa, que jogava com três atacantes e estava visivelmente desentrosado, e assustou logo aos dez minutos do primeiro tempo, com Alex. O atacante recebeu bom passe de Victor Hugo, que cruzou da direita e, com a bola dominada, tocou rente à trave adversária.
Trabalhando com a bola de pé em pé, o tricolor chegou ao gol aos 18 minutos. Victor Hugo puxou contra-ataque, deu o drible da vaca no lateral direito Fábio Braz e tocou para Alex, que ajeitou para Elan chutar por baixo de Elivelton e abrir o placar. O técnico do Boavista, Edinho, ex-jogador da seleção Brasileira de 82, resolveu diminuir o número de atacantes e equilibrar o time. A partir daí a equipe da casa cresceu na partida.
O empate saiu dos pés do atacante Diogo, aos 31. De fora da área, o jogador, sem marcação, mirou e acertou um chutaço de canhota no canto esquerdo de Adriano. A igualdade no placar fez as equipes puxarem o freio de mão e esfriarem o jogo. A única chance de gol veio aos 42 minutos, em triangulação do Boavista, que terminou com o chute de Fabinho rente ao travessão.
No segundo tempo, quem começou melhor foi a equipe de Bacaxá. O meio campista Paulo Rodrigues bateu falta e Adriano se esticou todo para jogar a escanteio. A pressão do Boavista durou até os 15 minutos, quando Fábio Saci quase marcou, em chute que resvalou na zaga e tirou tinta da trave. O Frizão, que havia sacado Roberto Júnior, substituindo-o por Ziquinha, melhorou a partir da metade da segunda etapa.
O pequeno, mas veloz atacante do tricolor serrano recebeu passe de Gilson, invadiu a grande área e chutou com perigo para a defesa de Elivelton. Aos 26, Victor Hugo aproveitou contra-ataque e arriscou de fora. A bola bateu na zaga e foi para escanteio. Com maior volume de jogadas, o Friburguense continuou pressionando. Depois de chute de Alex, o goleiro adversário protagonizou um lance bizarro: vendo o arqueiro adiantado, o jogador bateu por cima e Elivelton correu para evitar o gol. A bola, que já seguia para fora, foi tocada por ele e quase entra; seria um histórico gol contra. O último lance do jogo foi de Gilson. O lateral recebeu de Ziquinha e mandou para a rede pelo lado de fora.
No fim da partida, os jogadores do Friburguense lamentaram o resultado. “Poderíamos ter saído com a vitória. Deixamos escapar na bobeira da zaga. Vamos trabalhar para o próximo jogo”, disse o meio campista Elan, autor do gol do tricolor da serra.
O Fri volta a campo pela quinta rodada da Taça Rio contra o Duque de Caxias no próximo domingo, 23, no Estádio Eduardo Guinle.
Se o campeonato terminasse hoje, o Madureira seria o time classificado, porque soma 19 pontos contra os 17 do Frizão no cômputo geral. Por isso o Friburguense precisa vencer a partida com o Duque de Caxias, porque o Macaé também venceu no fim de semana e chegou aos 15 pontos.
Por: Gabriel Calixto/Jornal Olhar Público