Friburguense sofre virada em Madureira e decisão fica para o Eduardo Guinle
Direto de Madureira, Rio de Janeiro - RJ
Um jogo com todos os elementos de uma decisão. Gols, virada, polêmica e nada definido no fim das contas. Depois de primeiro tempo impecável, o Friburguense poderia ter saído com vantagem superior ao 1x0, não fossem algumas chances desperdiçadas e gols anulados. Na etapa final, 20 minutos de pressão e a expulsão de Diego Santos foram suficientes para o Madureira virar a partida e sair vencedor, 2x1, em Conselheiro Galvão. No próximo sábado,às 16 horas no Eduardo Guinle, o Frizão precisa vencer por dois de diferença para levar o título da Copa Rio sem necessidade de pênaltis.
No primeiro jogo da decisão, Madureira levou a melhor
Primeiro tempo impecável do Friburguense
O jogo era na casa do adversário e a torcida local tentava intimidar o Friburguense. Mas foi o tricolor da serra quem começou com tudo. Os chutes de Marcelo e Lucas pararam na defesa carioca. Depois de cobrança de lateral de Diego Guerra, Bidu quase abriu o placar. Veja:
O início arrasador do Frizão foi traduzido em gol aos quatro minutos. Mas o árbitro anulou o gol de Lucas, alegando impedimento, Assista:
Pouco depois, Jorge Luiz cobrou falta e Marcio teve trabalho para defender:
Após jogada de Flavinho pela esquerda, Marcelo recebeu na entrada da área e chutou firme, por cima do gol de Marcio. Em seis minutos, cinco finalizações do Frizão contra nenhuma do Madureira. O time da casa esbarrava na marcação forte do Friburguense no campo de defesa e foi chutar ao gol de Adilson, pela primeira vez, aos dez minutos com Elias, sem perigo. Ao contrário do cruzamento de Flavinho um minuto depois, concluído por Diego Santos. Marcelo de Lima Henrique enxergou irregularidade e parou o lance. O amplo domínio friburguense incomodava os torcedores e o tricolor serrano pouco era ameaçado ao manter a posse de bola no ataque. Pelo lado esquerdo, o tricolor apostava nas investidas de Flavinho. Caindo pela direita, Jorge Luiz era motivo de preocupação para o adversário com cruzamentos fechados à grande área.
Diego Santos teve gol anulado pelo árbitro
Utilizando o mesmo recurso, Wellington levantou e Elias não alcançou ao tentar desvio de cabeça. Com dificuldades para criar, o Madureira buscou furar o bloqueio serrano em chute de Elias, defendido por Adilson. Rapidamente, o goleiro ligou contra-ataque lançando Jorge Luiz. O camisa dez invadiu a área e foi derrubado por Arthur Sanches. O árbitro mandou seguir. Assim como aos 30 minutos, quando Jorge Luiz levou vantagem e rolou para Flavinho na esquerda. O chute forte raspou o travessão de Marcio. Boa opção ofensiva, a cobrança de lateral de Diego Guerra aos 33 originou falta perigosa na entrada da área. Flavinho cobrou por cima do gol.
À base da empolgação, mesmo depois da expulsão de Paulo Victor, o Madureira foi pra cima e deixou espaços. O mortal contra golpe do Friburguense funcionou: Ricardinho acionou Flavinho, que desta vez não errou. O lateral limpou o goleiro Marcio e tocou para o funo das redes, 1x0 Frizão aos 35 minutos. Um prêmio ao primeiro tempo impecável do Friburguense, que quase marcou mais um: o desvio de Zé Carlos, após cruzamento de Jorge Luiz, tirou a bola da cabeça de Lucas.
Gol de Flavinho deixou tricolor em vantagem no primeiro tempo
Frizão sofre virada e pára no goleiro Marcio
O Friburguense mostrou, logo no primeiro lance, que a vantagem no placar não mudaria a postura da equipe na etapa final. Jorge Luiz recebeu na esquerda, cruzou e Diego Santos cabeceou para fora. A resposta do Madureira veio na sequência, após cobrança de escanteio nas redes pelo lado de fora. Alex Silva, alteração do técnico Luiz Claudio para o segundo tempo, dominou na esquerda, limpou dois marcadores e cruzou. A defesa tricolor afastou e a bola saiu em escanteio. O lance, a princípio comum, mudou a história da decisão. Após cobrança e bate-rebate, Elias chutou forte para empatar, aos quatro minutos. Tão logo a bola saiu, o Frizão foi ao ataque e, depois de disputa entre Diego Santos e Zé Carlos, Marcelo de Lima Henrique expulsou o atacante do Friburguense, alegando agressão. Tudo igual no número de homens e placar. Empolgado, o Madureira tentou explorar um possível desequilíbrio do tricolor serrano, que não ocorreu. De fato, o time carioca cresceu, mas o Frizão não recuou. Aos 15 minutos, Flavinho recebeu, levou pra perna direita e bateu por cima. No entanto, em meio ao equilíbrio, prevaleceu o bom passe de Alex Silva para Wellington invadir a área, dominar e bater cruzado, virando o jogo para o Madureira. Imediatamente, Gerson Andreotti mexeu no Friburguense: Sergio Gomes e Victor Hugo, em ousada alterção - entrou na vaga do zagueiro Diego Guerra - foram a campo. Na primeira de Sergio, cabeçada para defesa segura de Marcio. Pouco depois, nova testada perigosa. Nem tanto quanto o contra-golpe cincluído na trave por Elias. Tudo isso, em apenas 20 minutos.
Jogo equilibrado na etapa final
Na volta do tempo técnico, o lá e cá se manteve e o Frizão foi quem assustou primeiro. Marcelo cobrou falta, Ricardinho raspoude cabeça e Marcio fez bela defesa. A grande jogada de Jorge Luiz, que começou com chapéu no adversário, resultou em falta na quina da grande área. Marcelo soltou a bomba e Márcio fez grande defesa no ângulo esquerdo. O receio de ambas as equipes em sofrer gols fez o ritmo do jogo cair. O Friburguense, em alguns contra-golpes, ameaçou o gol adversário. Aos 35 minutos, Jorge Luiz levantou para Ricardinho cabecear sem jeito. Tabela entre Michel Santos e Jô e conclusão equivocada do camisa 18 carioca. De cabeça, aos 40 minutos, Cadão quase igualou o marcador. A decisão, de fato, ficou para Nova Friburgo.
Para ser campeão, Frizão tem que vencer em Nova Friburgo
Ficha Técnica
Madureira 2x1 Friburguense
Copa Rio 2011 - Final
1ª partida
Estádio Conselheiro Galvão, Madureira – RJ
23/11/2011 – 16:00
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique
Assistentes: Luiz Antonio de Oliveira e Rodrigo Figueiredo Correa
Madureira: Márcio, Wellington, Arthur Sanches, Zé Carlos e Paulo Vitor; Gilson, Michel Santos, Rodrigo e Michel (Jô); Elias (Obina) e Diego (Alex Silva).
Técnico: Luis Claudio
Friburguense: Adilson, Leomir (Sergio Gomes), Cadão, Diego Guerra (Victor Hugo) e Flavinho; Bidu, Lucas, Marcelo (Elan) e Jorge Luiz; Ricardinho e Diego Santos.
Técnico: Gerson Andreotti
Autor: Vinicius Gastin e Matheus Oliveira