imagem - Friburguense Atlético Clube

27/11/2011 - Certo por linhas tortas

Taça escapa, mas Frizão comemora ano vitorioso e vaga na Série D nacional

É como diz o ditado: Deus escreve certo por linhas tortas. E a história do Friburguense em 2011, que começou com uma interrogação, teve o primeiro capítulo, composto por 40 parágrafos, encerrado com o acesso à elite do futebol carioca.


Frizão entrou em campo 62 vezes na temporada - Foto: Alexandre Vaz

Sábado, 26 de novembro de 2011. A oportunidade de conquistar o troféu que faltou no carioca da série B. O Friburguense precisava vencer por dois gols de diferença, mas Elias, aos seis minutos, tratou de tornar o cenário desta nova história, composto por uma forte chuva, ainda mais complexo.


Victor Hugo substituiu Diego Santos na decisão - Foto: Alexandre Vaz

Para empurrar os guerreiros serranos, pouco mais de mil torcedores foram ao Eduardo Guinle. Talvez, alguns deles, tenham lamentado não haver ninguém para completar o lance. Ou a boa defesa de Marcio. A essa altura, a chuva havia apertado. E Ziquinha entrado em campo. Novo personagem, novas linhas a serem escritas. O pênalti não marcado em Ricardinho pode ter sido uma vírgula para outro, logo na sequência. Diego Guerra deixou tudo igual. Dentre outras ao longo da temporada, o Friburguense partiu para a grande virada.


Cerca de mil torcedores enfrentaram a chuva para apoiar o Friburguense - Foto: Alexandre Vaz

Só que havia um parêntese chamado Elias, autor de mais um gol para os cariocas. O clima de tensão tomou conta do estádio. E para transformar tensão em esperança...o coração! Do guerreiro Bidu, aos 35 minutos. Mas o futebol é traiçoeiro, muda finais a todo momento. Elias marcou o terceiro delee do Madureira, que ficou com o título da Copa Rio.


Frizão lutou até o fim, mas título escapou - Foto: Alexandre Vaz

No ano dos problemas de tragédia, políticos, dentre outros, o Friburguense foi a boa notícia. De volta à elite do futebol carioca e à Série D do Brasilerão, o tricolor serrano resgata a paixão de um povo por um time. Dos jogadores por um clube. Por uma cidade. Comprometidos, foram responsáveis pelo primeiro sorriso, em Fevereiro. Pela alegria do acesso. Pelo choro de um título que escapou, sincero, de quem tem alma. A grande virada, na verdade, engloba o Friburguense como instituição e todos os milhares de corações presentes ao estádio. Exemplo de reconstrução e superação, é espelho para Nova Friburgo. Se o troféu não veio, o orgulho voltou. A esperança ainda existe. Nessa história não existe ponto final. Apenas reticências e muitas outras páginas em branco, prontas para serem escritas, sejam elas por linhas tortas ou não.


Frizão assegurou vaga na Séride D do futebol nacional - Foto: Alexandre Vaz

A campanha do Friburguense na Copa Rio:

Primeira fase - Grupo B

Cabofriense 1x3 Friburguense
Friburguense 3x3 Bangu
Macaé 1x0 Friburguense
Friburguense 4x2 Cabofriense
Bangu 2x3 Friburguense
Friburguense 4x2 Macaé

Segunda fase - Grupo F

Friburguense 2x0 Volta Redonda
Madureira 0x0 Friburguense
Friburguense 2x0 Serra Macaense
América 0x4 Friburguense
Volta Redonda 3x0 Friburguense
Friburguense 2x3 Madureira
Serra Macaense 2x4 Friburguense
Friburguense 3x0 América

Semifinais:

Bangu 2x1 Friburguense
Friburguense 2x1 Bangu

Finais:

Madureira 2x1 Friburguense
Friburguense 2x3 Madureira

Números:

Jogos: 18
Vitórias: 11
Empates: 2
Derrotas: 5
Gols marcados: 41
Gols sofridos: 26

Autor: Vinicius Gastin e Matheus Oliveira

voltar topo

imagem - Publicidade

imagem - patrocinadores

imagem - Publicidade imagem - Publicidade imagem - Publicidade

webdesign | www.friwebdesign.com.br