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15/03/2010 - Siqueira garante permanência de Cleimar

Dirigente reuniu grupo em conversa que durou trinta minutos

O Friburguense se reapresentou na tarde de hoje, no Estádio Eduardo Guinle, iniciando preparação para o jogo contra o Bangu. Antes do início das atividades, Siqueirinha reuniu todo o elenco para conversa, por cerca de meia hora. Estiveram presentes o vice de futebol, Carlos Alberto Nideck, o auxiliar técnico Almir Fonseca e o preparador físico Paulo César. O técnico Cleimar esteve ausente, pois teve de resolver assuntos particulares. Os jogadores que atuaram no sábado, fizeram apenas trabalho de musculação. Para os demais, treino físico na pista de atletismo.

Após a derrota para o Duque de Caxias, surgiram alguns boatos de que o técnico Cleimar seria demitido. O gerente de futebol, José Eduardo Siqueira, revelou que o treinador colocou seu cargo à disposição, caso a diretoria entendesse ser necessária alguma mudança. No entanto, Cleimar conta com total apoio de todos, e continua no comando do Frizão.

"Após o jogo, Cleimar me procurou e nos deixou à vontade para tomar uma decisão. Mas não acho que seja o momento, até porque o mercado não nos dá opções do nível dele. Além disso, prezamos muito pelo caráter e ombridade das pessoas, e isso, ele tem de sobra. Acho que todos, dirigentes, comissão técnica e jogadores temos nossa parcela de culpa pelo atual momento. Temos de acertar alguns detalhes e corrigir os erros, deixando qualquer tipo de vaidade de lado."

Siqueirinha afirmou ainda que confia no grupo e pediu aos jogadores, durante a reunião, para não se abaterem com criticas da imprensa e torcedores.

"Os resultados não estão acontecendo, mas o grupo é dedicado, tem se empenhado nos treinamentos. Falta um pouco de tranquilidade na hora da conclusão. Estamos vivendo um momento difícil, pelo qual não gostariamos de estar passando novamente ( referindo-se ao ano passado). Mas a vitória, com certeza, virá em breve."

O dirigente aproveitou para desabafar com relação a presença da torcida. Siqueira lembrou 1999, quando, contra o Bangu, cerca de sete mil pessoas compareceram ao Eduardo Guinle. Hoje, a média de público é de 300 pessoas.

"Eu agradeço aos 300 fiéis torcedores que sempre comparecem ao estádio. Eles sim, tem todo o direito de cobrar. Mas é complicado, até para motivar os jogadores, ver o estádio vazio. Antigamente, o Eduardo Guinle era um alçapão e os adversários temiam jogar aqui. Hoje em dia, infelizmente, não é mais assim."

Jogadores lamentam derrota para o Duque de Caxias

A derrota no último minuto para o Duque de Caxias, no sábado, não sai da cabeça dos jogadores do Friburguense. O tricolor serrano foi superior ao adversário, mesmo quando esteve com um jogador a menos em campo, mas acabou derrotado com gol de Faioli, aos 45 minutos do segundo tempo. O meia Alex destacou a falta de tranqüilidade na hora da finalização:

“Complicado perder em casa. Faltou um pouco de tranqüilidade na hora de fazer o gol. Mas não temos tempo para lamentações. Agora é acertar os detalhes no treinamentos e vencer o Bangu.”

O lateral esquerdo Flavinho, um dos melhores jogadores em campo, revelou que a ansiedade e a necessidade de vencer atrapalharam o time na hora das conclusões:

“Nós criamos, tivemos três ou quatro oportunidades claras de gol e não fizemos. Faltou acertar as finalizações. A ansiedade toma conta nessas horas, devido à necessidade da vitória. O peso de ter que vencer, complica. Agora é buscar os três pontos no próximo sábado.”

O Friburguense volta a campo no sábado, contra o Bangu, às 17 horas, no Estádio Eduardo Guinle.

Autor: Vinicius Gastin e Priscilla Franco

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