Conheça mais sobre Jorge Luiz, um dos destaques do Frizão na Copa Rio
De poucas palavras e presença quase discreta, Jorge Luiz chegou ao Friburguense para um período de testes após o Campeonato Carioca. Aos poucos o jogador de 22 anos, nascido em Itaboraí, foi se destacando nos treinos e logo ganhou a confiança da diretoria e do, então, técnico Mimi. A camisa 10 não pesou e o meia-esquerda começou a se soltar, tanto dentro como fora de campo, esbanjando simpatia e talento. Totalmente adaptado ao clube e a Nova Friburgo, Jorge Luiz conquistou a torcida do Frizão com passes, gols, cruzamentos precisos e sua maneira de atuar, sempre de cabeça em pé e com visão de jogo privilegiada. Em entrevista ao site oficial do Friburguense, o maestro do time tricolor fala sobre a Copa Rio, carreira, vida pessoal, sonhos e comenta o apelido que ganhou dos torcedores: o Paulo Henrique Ganso da Serra.
Assessoria: Aos 22 anos e apenas no início de carreira, por quais clubes já atuou?
Jorge Luiz: Meu último time, antes do Friburguense, foi o Profute. Mas já joguei nas divisões de base do América, Flamengo e também joguei no Mato Grosso.
Assessoria:Como foi a adaptação ao Friburguense e à cidade de Nova Friburgo?
Jorge Luiz: Foi bem tranquila. Acho que o mais difícil é se adaptar ao grupo, geralmente são pessoas que a gente não conhece. Mas fui muito bem recebido e tratado por todos no Friburguense e assim fica mais fácil. Quanto à cidade, gostei muito, só o frio que complica um pouco. Mas estou me acostumando.
Assessoria: Quanto ao desempenho da equipe na Copa Rio, o que faltou para chegar à grande final, em sua visão?
Jorge Luiz: Sinceramente, acho que não faltou nada, o time foi muito bem. Talvez um pouco de sorte. Na verdade, só jogamos mal contra o América. Nos outros jogos, fomos superiores a Bangu, tanto no Rio de Janeiro quanto aqui, e ao Goytacaz. Mas não conseguimos os resultados.
Assessoria: Suas boas atuações lhe renderam o apelido de Paulo Henrique Ganso da Serra. Como você avalia essa rápida identificação entre você o torcedor friburguense?
Jorge Luiz: É muito bom, mostra que o trabalho está sendo bem feito e reconhecido. Mas de nada adiantou. Infelizmente não conseguimos alcançar o nosso objetivo, que era o título.
Assessoria: Pelo que tem acompanhado dos adversários durante a Copa Rio, como você enxerga o Friburguense para a disputa do Carioca no ano que vem? Vai brigar para subir?
Jorge Luiz: Sem dúvidas, temos totais condições de subir. Achei nosso time superior a todos os outros, inclusive aos que estão na primeira divisão. Na minha visão, o Friburguense está com um time muito forte para a segunda divisão, a nível de Série A.
Assessoria: Dentro de campo, você já se apresentou ao torcedor tricolor. Como é o Jorge Luiz fora das quatro linhas?
Jorge Luiz: Sou um cara bem tranquilo. Já estou casado, mesmo com a pouca idade, e sou mais caseiro. Nas horas vagas, gosto de jogar vídeo game, ver bons filmes e navegar na internet.
Assessoria: Quase todos os jogadores sonham em atuar na Europa. E o Jorge Luiz?
Jorge Luiz: Realmente é o sonho de quase todos os jogadores e comigo não é diferente. Mas hoje estou feliz no Friburguense e jogar em algum time de grande expressão no Brasil já estaria de bom tamanho para mim.
Jorge Luiz em ação com camisa tricolor: humildade e talento
Autor: Vinicius Gastin e Priscilla Franco