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17/11/2010 - Especial: Bate-bola com Anderson Alves

Em conversa com site, Anderson fala sobre experiência na Copa Rio

A oportunidade apareceu de repente e inesperadamente. O pedido de demissão do técnico Mimi, invicto e então classificado para a terceira fase da Copa Rio, surpreendeu a todos e obrigou a diretoria do Friburguense a agir rápido. A missão de comandar o Frizão na sequência do campeonato foi entregue a Anderson Alves. Carioca de 38 anos, Anderson havia vestido a camisa tricolor como jogador em 1994 e 1998. Como treinador, dirigiu o time de juniores no Campeonato Carioca de 2010. Auxiliar de Mimi, assumiu diante do Goytacaz na primeira rodada da terceira fase. Foram seis jogos à frente da equipe, conquistando duas vitórias, um empate e três derrotas. Em conversa com o site oficial do Friburguense, Anderson Alves falou sobre a experiência, lamentou as muitas lesões e elegeu o jogo contra o América, em Edson Passos, como o pior momento do Frizão sob seu comando.

Assessoria: Como foi a experiência de comandar o time principal do Friburguense na Copa Rio?

Anderson Alves: Foi uma experiência maravilhosa e única. Ainda mais pela minha trajetória aqui no clube. Aconteceu tudo muito rápido, antes até do que eu esperava, e sem dúvidas acrescentou muita coisa na minha carreira.

Assessoria: Acha que estava preparado para assumir a responsabilidade?

Anderson Alves: Sim, estava. Fiz diversos cursos e vim para o Friburguense com o objetivo de um dia ter essa oportunidade. Aconteceu mais rápido do que imaginei.

Assessoria: Pretende dar continuidade na carreira de treinador?

Anderson Alves: Sem dúvidas. Antes de assumir os juniores do Friburguense, já sabia que era isso que eu queria para minha vida. Como disse, fiz alguns cursos e pretendo me especializar ainda mais.

Assessoria: O fato de já ter sido jogador ajuda a entender melhor os atletas e facilita de alguma forma o diálogo?

Anderson Alves: Ajuda muito, principalmente no diálogo com os jogadores. É a mesma conversa, a mesma linguagem que utilizamos. Conseguimos visualizar com mais facilidade, entender as características e o comportamento dos atletas. Fica mais fácil entender certas atitudes do jogador dentro e fora de campo. Sempre procurei conversar bastante com eles e trabalhar também a parte psicológica.

Assessoria: Nestes seis jogos à frente da equipe, qual momento destacaria como o melhor?

Anderson Alves: Os melhores momentos são sempre as vitórias. Mas acho que conseguimos algo mais, resgatamos a confiança de jogar dentro de casa, voltamos a ser fortes no Eduardo Guinle. Fora de casa, também sempre jogamos de igual pra igual, contra todos os adversários.

Assessoria: E o pior momento?

Anderson Alves: Com certeza o jogo contra o América, em Edson Passos, onde não fomos bem. Nos deixamos envolver pela boa equipe deles. Contra Goytacaz e Bangu jogamos melhor que o adversário, mesmo fora de casa. Mas no futebol existem diversos fatores que influenciam no resultado de uma partida. Nem sempre só jogar bem basta.

Assessoria: Fica um sentimento de que poderia ter sido melhor? Até que ponto as lesões atrapalharam o desempenho da equipe?

Anderson Alves: Fica sim. Poderíamos ter chegado à final e conquistado o título. As lesões atrapalham bastante, foi um fator negativo em nossa campanha. Tivemos de improvisar em diversas posições, na maioria dos jogos, e isso faz diferença. Embora todos tenham dado o melhor de si, mesmo fora de seu setor de origem. Criamos um padrão de jogo e ele teve de ser mudado.

Assessoria: A final da Copa Rio será entre Bangu e Sendas. Contra essas equipes, o Frizão conquistou duas vitórias, empatou uma vez e perdeu outra. Diante do time da baixada, uma vitória e um empate. Como projetaria uma possível decisão contra o Sendas?

Anderson Alves: Acho que daria uma ótima final. Seriam jogos difíceis. O Sendas tem jogadores fortes, altos e habilidosos. Apesar de não termos perdido, foi um adversário muito duro.

Assessoria: Projetando a Série B em 2011: o Friburguense está preparado para voltar à elite do futebol carioca?

Anderson Alves: A rapaziada mostrou muito empenho durante a Copa Rio. Sempre buscaram dar o melhor de si. Claro que falta reforçar algumas posições, onde não temos substitutos no elenco. Precisamos de especialistas em cada posição. Mas a equipe mostrou qualidade, determinação e competitividade. Com certeza, o Friburguense fará um grande papel na Série B e vai brigar pelo acesso.


Anderson Alves conversa com equipe durante parada técnica contra o América

Autor: Vinicius Gastin

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