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02/12/2010 - Siqueirinha abre o jogo

Dirigente fala sobre Copa Rio, Série B e dificuldades para 2011. Confira o vídeo

Franco, direto, polêmico e emocionado. Mas acima de tudo, repleto de esperança. Assim foi o discurso do gerente de futebol José Eduardo Siqueira em entrevista exclusiva ao site oficial do Friburguense. Siqueirinha falou sobre Copa Rio, planejamento e dificuldades financeiras para a Série B e a respeito do novo treinador. O dirigente abriu o coração e, em certos momentos misturou razão, paixão e emoção, demonstrando esperança e satisfação com o que viu na Copa Rio.

"Ficamos muito motivados com o que vimos no torneio. O mais importante, projetando a Série B, foi resgatar o que a gente achava difícil em um primeiro instante: trazer a vontade de ganhar títulos aos jogadores, após ter sido rebaixado, e fazer o Friburguense retornar ao seu devido lugar, a primeira divisão, onde ficamos 13 anos. A questão psicológica, a princípio, era o que a estávamos temendo mais".

O desejo de voltar à elite do futebol carioca em 2012 contagia também aos jogadores. Na visão de Siqueirinha, o grupo demonstrou vontade em fazer novamente do Friburguense um clube vitorioso. Para o dirigente, o tricolor serrano poderia ter conquistado a Copa Rio, mas alguns fatores atrapalharam.

"Os jogadores demonstraram muita vontade em tirar aquela imagem de clube rebaixado e voltar a ser um clube vitorioso. Tivemos uma primeira fase muito boa. Aí aconteceu o problema de cair no grupo que considerei mais difícil. O Friburguense mostrou que tinha condições de ter levantado a taça. O Bangu nós vencemos aqui por 3x0 e em Moça Bonita tivemos um jogo bem complicado na questão da arbitragem e perdemos por 2x0. Tivemos um gol do Sergio Gomes mal anulado. Enfim, se tivéssemos sido segundo colocado do grupo, acho que teríamos feito essa final com o Bangu".

Siqueirinha falou sobre a Série B e mostrou confiança no plantel tricolor. Entretanto, afirmou que alguns reforços serão contratados.

"É lógico que em algumas posições ainda temos pendências. Um atacante de área deve chegar em Janeiro, mais um zagueiro, posição em que tivemos de adaptar devido às ausências do Cadão e do Diego Guerra e um lateral".

Mas o caminho até o retorno à primeira divisão não será fácil. Quarenta e quatro jogos, 22 viagens e outras 22 partidas no Eduardo Guinle. Ao falar das dificuldades que o Frizão vai encontrar, Siqueirinha abriu o jogo. O dirigente comentou sobre a situação financeira complicada e revelou que a participação na Copa Rio só foi possível com a ajuda do patrocinador.  

"Quando falamos em dois grupos de 12 times já vemos que é um campeonato difícil. Turno e returno, jogos de ida e volta e chances iguais para todo mundo. Quem tiver mais estrutura vai sobressair. A estrutura de viajar antes dos jogos, é caríssimo. Não sei se teremos essa condição e isso faz uma diferença em um campeonato longo, onde tem o cansaço da viagem, chegar na hora do jogo. Sei que muita gente vai falar: "Ah, o Friburguense tem uma tradição de 13 anos de primeira divisão, é um time que tem condições de subir". Mas acho que vai depender muito da estrutura que a gente vai ter para nossas viagens, de apoio do torcedor quando jogarmos em casa. Hoje só temos o apoio da Stam. Sem ela, não teríamos nem iniciado a Copa Rio, é bom deixar bem claro. Temos um projeto de despesas de 70 mil reais até Dezembro e 85 mil a partir de Janeiro e a Stam disponibiliza 30 mil por mês, ou seja, quase 50% dos gastos totais".

Sobre o novo treinador, Siqueirinha foi categórico: vai depender da questão financeira. Elogiado e reconhecido por seu trabalho, Anderson Alves continua no Frizão e vai integrar a comissão técnica. O clube busca apoio da Prefeitura e Federação para definir o orçamento. Só então a torcida tricolor poderá conhecer o novo comandante da equipe em 2011, o que deve acontecer até o dia 6 de Dezembro.

"Com certeza o Anderson Alves vai ser mantido na comissão técnica. Sabemos que ele pegou uma furada, como dizemos na gíria do futebol, em um momento que ninguém esperava. Assumiu, teve coragem, foi guerreiro e manteve a mesma proposta. Acho que o Anderson, que saiu há pouco do infantil e chegou ao profissional, precisa ainda de um amadurecimento nesta carreira. A Série B é uma competição difícil, mas não abrimos mão dele na comissão técnica. Quanto ao treinador, tudo envolve a questão financeira. Para termos um treinador de ponta, vamos buscar recursos junto à Federação e Prefeitura para completar o nosso orçamento. Vamos esperar até o dia 3 de Dezembro, quando temos uma reunião com o Dr. Rubens (Rubens Lopes, Presidente da FFERJ). Ele vai falar o que a Federação pode ou não ajudar o Friburguense. Em cima disso, vamos dar o nome do treinador, no máximo, até a reapresentação no dia 6 de Dezembro".

Abaixo, você confere a entrevista na íntegra, em vídeo:

Autor: Vinicius Gastin

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