Site acompanhou viagem do Friburguense em dia de jogo. Confira
Sábado, dois de abril de 2011. Às oito horas da manhã, jogadores do time de juniores e principal do Friburguense começam a chegar ao Eduardo Guinle. Era mais um dia de jogo fora de casa e a maratona começa cedo. De Nova Friburgo à Quissamã, quatro horas de viagem e estradas com trechos ruins, principalmente na serra de Conceição de Macabu.
Jogadores reunidos em frente ao ônibus
Dentro do ônibus, juniores e profissionais dividem o mesmo espaço com diretores e comissão técnica. Cada jogador com suas manias: uns ouvem música, outros conversam, cantam ou lêem. Como de costume, o atacante Ziquinha acompanha o motorista na parte da frente do carro.
Hora de entrar no ônibus: início da maratona
Oito e meia. Após oração, lá vai a delegação tricolor rumo à Quissamã. O caminho escolhido atravessa Bom Jardim, Trajano de Morais, Conceição de Macabu. Por volta das 11:30, em Macabu, pausa para o almoço. Como manda o figurino, lasanhas, carnes gordurosas e outras delícias ficaram tampadas. No self-service, disponíveis apenas as panelas de arroz, macarrão, feijão, saladas e peito de frango grelhado.
No Antônio Carneiro, peculiaridades do futebol carioca
Após a rápida pausa, o Frizão seguiu rumo a seu destino. Numa estrada estreita e esburacada, o atalho para o time de juniores não perder a hora do jogo. Quarenta minutos depois, o ônibus cruzou a BR-101 e pegou a reta para Quissamã.
Portal de entrada da cidade
O estádio Antônio Carneiro, o Carneirão, está localizado logo na entrada da cidade, a alguns quilômetros do centro. Com o tempo apertado, os juniores haviam trocado de roupa dentro do carro. Mas bastou descer do ônibus e cruzar por uma porta, a apenas um metro de distância da calçada, para estar dentro dos vestiários.
Ao sair do ônibus e cruzar a porta, jogadors já estavam dentro dos vestiários
O espaço não é grande. Assim como a distância até o gramado. Dez passos bastam para cruzar o vestiário e adentrar o campo de jogo.
Dentro dos vestiários, os últimos ajustes: espaço dividido entre juniores e profissionais
Dez passos para cruzar os vestiários e adentrar o gramado
O excelente estado do gramado chamou a atenção. Bem como a distância entre arquibancadas e alambrados para as linhas laterais. Quase inexistente. Por isso, durante o jogo, a bola não pára.
Jogadores fazem reconhecimento do gramado: aprovado
O pequeno, mas simpático estádio Antônio Carneiro
Em campo, vitória dos juniores e empate nos profissionais
Depois de cinco horas de viagem, levando em conta a parada para o almoço, a bola rola. Às 13:15, entrou em campo o time de juniores. A boa atuação dos comandados de Mendonça superou os desfalques e o adversário. Vitória tricolor, 2x0. Três e meia da tarde, a vez dos profissionais. Jogo duro, truncado e o Quissamã explorando a bola aérea. A equipe da casa abriu o placar na primeira etapa. O Frizão empatou e virou no início do segundo tempo. Mas levou o gol de emapte em lance fortuito e conquistou um ponto.
Jogo duro no Antônio Carneiro
Fim de papo. Início de uma nova maratona, hora de voltar para Nova Friburgo. A mesma trilha da ida se repete: cinco horas de viagem, parada para jantar - no mesmo restaurante, desta vez com tudo liberado no cardápio. Por volta de meia-noite, o tricolor serrano chegou em casa. Um longo caminho percorrido. Tão longo quanto a jornada de retorno do Friburguense à elite do futebol carioca.
Autor: Vinicius Gastin