imagem - Friburguense Atlético Clube

12/08/2011 - Especial do Acesso: Superando Dificuldades

Próximo do início da Série B , o Frizão tenta superar os obstáculos para voltar a Primeira Divisão

Após a queda para a Série B, o Friburguense, começou a se planejar visando  conquistar o acesso para a elite  em 2011. Logo após o rebaixamento, os jogadores assumiram a responsabilidade de lutar para que o Friburguense estivesse novamente na primeira divisão em 2012. Desta forma, o Frizão recomeçou do zero, iniciando a montagem do elenco e de sua comissão técnica. Logo depois a equipe disputou sua primeira competição pós-rebaixamento,a Copa Rio 2010, na qual foi eliminado na terceira fase, mas saiu com um saldo positivo, pois além de começar a dar um padrão tático ao time, a equipe voltou a ser respeitada jogando no Eduardo Guinle, e começou a recuperar o orgulho do torcedor. Mas apesar dos fatores positivos, ainda existia um clima de preocupação, pois as dificuldades, pois o Tricolor Serrano teria de enfrentar muitas  dificuldades, principalmente financeiras.

O regulamento da Série B em 2011, previa que as equipes fossem divididas em dois grupos de 12, jogando entre si em turno e returno, se classificando para a fase final, as cinco primeiras de cada grupo e os dois melhores classificados por índice técnico, restando 12 equipes, que novamente se enfrentariam em turno e returno, totalizando assim 44 jogos, e uma desgastante maratona entre viagens, concentrações e partidas. Para desempenhar um bom papel seria necessário elenco e uma boa estrutura a ser oferecida aos jogadores, o que dependia de recursos financeiros.


Próximo de começar a disputa da Série B ,Frizão buscava driblar as dificuldades

O gerente de futebol do Friburguense, Jose Eduardo Siqueira (Siqueirinha), em entrevista ao site oficial,falou sobre a situação que a equipe se encontrava naquele momento e sua preocupação com a disputa da Série B: "Quando falamos em dois grupos de 12 times já vemos que é um campeonato difícil. Turno e returno, jogos de ida e volta e chances iguais para todo mundo. Quem tiver mais estrutura vai sobressair. A estrutura de viajar antes dos jogos, é caríssimo. Não sei se teremos essa condição e isso faz uma diferença em um campeonato longo, onde tem o cansaço da viagem, chegar na hora do jogo. Sei que muita gente vai falar: "Ah, o Friburguense tem uma tradição de 13 anos de primeira divisão, é um time que tem condições de subir". Mas acho que vai depender muito da estrutura que a gente vai ter para nossas viagens, de apoio do torcedor quando jogarmos em casa.”

Além disso, ele aproveitou para enaltecer, o apoio que a Stam estava dando a equipe: “Hoje só temos o apoio da Stam. Sem ela, não teríamos nem iniciado a Copa Rio, é bom deixar bem claro. Temos um projeto de despesas de 70 mil reais até Dezembro e 85 mil a partir de Janeiro e a Stam disponibiliza 30 mil por mês, ou seja, quase 50% dos gastos totais".

Siqueirinha falou também sobre o elenco e a necessidade de se reforçar a equipe: "É lógico que em algumas posições ainda temos pendências. Um atacante de área deve chegar em Janeiro, mais um zagueiro e um lateral.”

Mesmo com todas as dificuldades, Siqueirinha, demonstrou confiança no grupo de jogadores: “Ficamos muito motivados com o que vimos na Copa Rio. O mais importante, projetando a Série B, foi resgatar o que a gente achava difícil em um primeiro instante: trazer a vontade de ganhar títulos aos jogadores, após ter sido rebaixado, e fazer o Friburguense retornar ao seu devido lugar, a primeira divisão, onde ficamos 13 anos. A questão psicológica, a princípio, era o que a estávamos temendo mais, Os jogadores demonstraram muita vontade em tirar aquela imagem de clube rebaixado e voltar a ser um clube vitorioso.”

Além disso, Siqueira terminou falando sobre a comissão técnica e a chegada de um novo treinador, que dependeria também do dinheiro disponível: "Com certeza o Anderson Alves vai ser mantido na comissão técnica. Sabemos que ele pegou uma furada, como dizemos na gíria do futebol, em um momento que ninguém esperava. Assumiu, teve coragem, foi guerreiro e manteve a mesma proposta. Acho que o Anderson, que saiu há pouco do infantil e chegou ao profissional, precisa ainda de um amadurecimento nesta carreira. A Série B é uma competição difícil, mas não abrimos mão dele na comissão técnica. Quanto ao treinador, tudo envolve a questão financeira. Para termos um treinador de ponta, vamos buscar recursos junto à Federação e Prefeitura para completar o nosso orçamento. Vamos esperar até o dia 3 de Dezembro, quando temos uma reunião com o Dr. Rubens (Rubens Lopes, Presidente da FFERJ). Ele vai falar o que a Federação pode ou não ajudar o Friburguense. Em cima disso, vamos dar o nome do treinador, no máximo, até a reapresentação no dia 6 de Dezembro".

E o próximo capítulo do Especial do Acesso vai falar exatamente sobre  o futuro treinador do Frizão: Edson Souza.

Veja na íntegra, a entrevista de Siqueirinha:

Autor: Vinicius Gastin e Matheus Oliveira

voltar topo

imagem - Publicidade

imagem - patrocinadores

imagem - Publicidade imagem - Publicidade imagem - Publicidade

webdesign | www.friwebdesign.com.br